“Na
madrugada dessa quarta-feira (20), na calada da noite, o prédio da diretoria da
UNESP - Araraquara foi desocupado por cerca de 180 soldados da Tropa de Choque.
O despejo ocorreu sem reunião dos ocupantes com o comando da polícia militar
para programar a saída e durante a madrugada, praxe não utilizada em outros
despejos. No local havia cerca de 100 estudantes de diversos cursos, os quais
foram levados à 4ª DP.” (20/06/07 – Centro de Mídia Independente).
Se não estivéssemos no ano de 2014,
essa notícia poderia voltar a circular por toda a rede de comunicações global,
com poucas alterações de conteúdo. Sete anos se passaram e a política de
austeridade do tucanato paulista continua, e dessa vez sem sequer negociar as
pautas estudantis, a Direção da Faculdade de Ciências e Letras (FCL), na figura
do Ilustríssimo Arnaldo Cortina, segue à risca as orientações da Magnífica
Marilza Rudge e acata a recomendação de reintegração de posse dada pela
Reitoria desde 28 de maio deste ano.
Segundo o portal G1, 15 estudantes
foram levados à 4ª DP após a ação policial, que ocorreu por volta das 5h30 da
manhã dessa sexta-feira (20). Os estudantes estavam ocupados no prédio da
Direção desde o dia 30 de maio e devido à postura do Ilustríssimo em não
negociar enquanto o prédio estivesse ocupado, decidiram não recuar e por lá
permanecer até que suas reivindicações fossem ouvidas.
As solicitações dos estudantes
ocupados abrangiam desde políticas efetivas de permanência estudantil e a revogação
da expulsão de 38 estudantes da Moradia Estudantil, bem como a anulação do
corte massivo de bolsas de extensão no ano de 2014, a forte investida
repressiva contra o Movimento Estudantil, tanto em nível de Reitoria quanto
local (alguns estudantes de Araraquara chegaram a sofrer processo civil por sua
luta no ano de 2013) e, seguindo estes três pontos, em luta por uma
universidade pública e gratuita de fato, contrária a essa ideia já ressoante na
mídia marrom da “privatização” das universidades.
Nós, do Comando de Greve Estudantil
da UNESP – Marília, viemos por meio desta nota, mostrar todo nosso apoio e
solidariedade às companheiras e companheiros em luta da FCL e todo nosso
repúdio ao uso da força policial para solucionar questões políticas. Um aviso
aos gestores dessa universidade: não nos calaremos diante da escalada
repressiva do Estado.
CERCAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM
POR POLÍTICAS EFETIVAS DE PERMANÊNCIA
ESTUDANTIL!
A LUTA CONTINUA
