sexta-feira, 20 de junho de 2014

Nota de solidariedade à luta estudantil da UNESP - Araraquara



“Na madrugada dessa quarta-feira (20), na calada da noite, o prédio da diretoria da UNESP - Araraquara foi desocupado por cerca de 180 soldados da Tropa de Choque. O despejo ocorreu sem reunião dos ocupantes com o comando da polícia militar para programar a saída e durante a madrugada, praxe não utilizada em outros despejos. No local havia cerca de 100 estudantes de diversos cursos, os quais foram levados à 4ª DP.” (20/06/07 – Centro de Mídia Independente).

Se não estivéssemos no ano de 2014, essa notícia poderia voltar a circular por toda a rede de comunicações global, com poucas alterações de conteúdo. Sete anos se passaram e a política de austeridade do tucanato paulista continua, e dessa vez sem sequer negociar as pautas estudantis, a Direção da Faculdade de Ciências e Letras (FCL), na figura do Ilustríssimo Arnaldo Cortina, segue à risca as orientações da Magnífica Marilza Rudge e acata a recomendação de reintegração de posse dada pela Reitoria desde 28 de maio deste ano.

Segundo o portal G1, 15 estudantes foram levados à 4ª DP após a ação policial, que ocorreu por volta das 5h30 da manhã dessa sexta-feira (20). Os estudantes estavam ocupados no prédio da Direção desde o dia 30 de maio e devido à postura do Ilustríssimo em não negociar enquanto o prédio estivesse ocupado, decidiram não recuar e por lá permanecer até que suas reivindicações fossem ouvidas.

As solicitações dos estudantes ocupados abrangiam desde políticas efetivas de permanência estudantil e a revogação da expulsão de 38 estudantes da Moradia Estudantil, bem como a anulação do corte massivo de bolsas de extensão no ano de 2014, a forte investida repressiva contra o Movimento Estudantil, tanto em nível de Reitoria quanto local (alguns estudantes de Araraquara chegaram a sofrer processo civil por sua luta no ano de 2013) e, seguindo estes três pontos, em luta por uma universidade pública e gratuita de fato, contrária a essa ideia já ressoante na mídia marrom da “privatização” das universidades.

Nós, do Comando de Greve Estudantil da UNESP – Marília, viemos por meio desta nota, mostrar todo nosso apoio e solidariedade às companheiras e companheiros em luta da FCL e todo nosso repúdio ao uso da força policial para solucionar questões políticas. Um aviso aos gestores dessa universidade: não nos calaremos diante da escalada repressiva do Estado.

CERCAR DE SOLIDARIEDADE OS QUE LUTAM
POR POLÍTICAS EFETIVAS DE PERMANÊNCIA ESTUDANTIL!
A LUTA CONTINUA

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